Segunda-feira é mundialmente conhecido como o dia D. Dia de começar a dieta. Quem nunca começou uma dieta em plena segunda-feira, aliás, que atire a primeira pedra. Quem nunca enfiou o pé na jaca no fim de semana, como se fosse a última oportunidade na vida de se comer uma pizza ou um chocolate, só porque havia marcado na agenda a letra “D” em uma segunda-feira, idem.
Em Mogi das Cruzes, esta realmente não é uma boa época para se pensar em dietas. No fim de semana que passou tivemos o Akimatsuri, com as delícias da culinária japonesa. Confesso que fiquei na vontade, porque não consegui entrar, tamanho o sucesso do evento. Até o próximo domingo também temos a Festa de São Benedito, no Largo Bom Jesus. Churrasco, tortinho, doce de abóbora… Só sobrevive quem tem força de vontade, ainda mais neste friozinho, que pede um bom afogado. Será que teremos forças para resistir?
Lá na frente, dobrando a esquina, vem chegando a Festa do Divino Espírito Santo (merecidamente eleita uma das Sete Maravilhas de Mogi das Cruzes). Prefiro nem pensar em quantos quilos vai me custar… a bem da verdade, só de imaginar eu já consigo sentir o cheiro do cafezinho servido logo depois da Alvorada, preparado com tanto carinho pelos voluntários. De repente bate uma saudade de dona Rita Eugênio, sempre digna, elegante e gentil…
Dizem que a obesidade (ou o sobrepeso) é o grande mal dos dias de hoje. Cada um tem um motivo para emagrecer e quase ninguém está satisfeito com o peso que tem. Pior, todo mundo tem uma fórmula que é tiro e queda para sumir com os quilos a mais. O problema é que a saúde some junto.
Os Estados Unidos sofrem bastante com este problema, indo de um extremo ao outro. Da obesidade mórbida à anorexia. Entre os motivos que eles usam para justificar é que, com o passar do tempo, as pessoas deixaram de comer em casa, mergulhando no mundo dos fast-foods. E o Brasil está indo para o mesmo caminho. O mais interessante é que existe comida boa e saudável nos EUA, muito além dos populares hambúrgueres e cachorros-quente.
No final das contas, fazer regime é pura matemática. Para emagrecer é preciso gastar mais do que se ingere. É por isso que o exercício físico é tão importante. Não adianta ser radical e deixar de se alimentar, porque o corpo é uma máquina e, sem combustível, ele para.
O desafio, então, é aprender a comer, a tal da reeducação alimentar. Comer com qualidade, com calma e, principalmente, sem radicalismos. E se exercitar. Substituir quantidade por qualidade e, vez ou outra, se permitir um pedaço de pizza ou um chocolate, sem que isso signifique o fim do mundo.
Hoje é terça-feira. Será que quem começou a dieta ontem segue firme hoje? Ou será que vai aproveitar para comer o que quiser esta semana – a última, é uma promessa – para começar um novo regime na próxima segunda-feira? O desafio é começar agora e resistir às tentações.
Vai ver que o grande mal dos nossos tempos não é a obsidade ou o sobrepeso, mas sim os exageros. Encontrar um ponto de equilíbrio, aí sim, é uma parada dura.
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