Domingo na Cidade

Mogi das Cruzes aos domingos é uma cidade bastante diferente daquela que conhecemos nos outros dias da semana. De segunda a sexta-feira, ela é de um jeito. Aos sábados, de outro. E no domingo, ela é sem igual. É incrível como tudo muda no Centro. Até porque a nossa maneira de olhar, ver e enxergar também muda, fica mais cuidadosa com os detalhes que deixamos passar nos outros dias.

E a culpada é sempre a pressa. Pressa essa que nos impede de apreciar tudo o que há de bonito na nossa Mogi… e de feio, errado e carente de atenção também. São tantas coisas…

O mais curioso, entretanto, é que até no domingo algumas pessoas são capazes de ter pressa. Andando de bicicleta fica fácil perceber como falta educação a muitos motoristas, seja uns com os outros, seja com pedestres ou com ciclistas.

Muitos não têm vergonha de jogar o carro em cima da bicicleta, como aconteceu comigo no domingo, no cruzamento das ruas Professor Flaviano de Melo e Braz Cubas. Pior de tudo é que o motorista que fez isso agiu como se ele estivesse certo, afinal, é muito provável que ele pense que a rua é para os carros e não para as bicicletas.

Inocente quem acredita na possiblidade de uma convivência pacífica entre carros e bicicletas, motoristas e ciclistas. E, até onde pude perceber, o carro é maior que a bicicleta. É como o caso de caminhões e ônibus, que por pouco não atropelam os carros. Basta verificar a proporção. Infelizmente, a lei do mais forte é o que sempre vale.

As ruas de Mogi, especialmente as do centro, são realmente muito estreitas, característica de uma Cidade prestes a completar 450 anos e que carece de uma maior atenção por parte da Administração Municipal, especialmente porque a cada dia que passa o trânsito está mais caótico. Ainda assim, todos nós, mogianos, temos o direito de utilizá-las, seja a pé, de carro ou até mesmo de bicicleta.

O mais correto, é claro, seria uma readequação das ruas e do trânsito em Mogi das Cruzes, o que inclui a criação de ciclovias.

Ciclovias de verdade, não aquelas pseudopistas em alguns trechos urbanos, como nas avenidas Adhemar de Barros e Francisco Rodrigues Filho, esta última na altura do Parque Centenário. Quem acredita que aquilo é uma ciclovia é porque não anda de bicicleta.

Aliás, aquele trecho é um problema. A ciclovia foi feita na calçada. Em vez de os ciclistas disputarem espaço com os motoristas, são obrigados a disputar com os pedestres. E se uma bicicleta atropela, por acidente, um pedestre?! A conclusão, mais uma vez, é fácil de se chegar, até porque vale sempre a lei do mais forte. Mesmo que o mais forte não tenha a intenção de machucar alguém.

O trecho não tem acostamento algum. Se por ventura o ciclista cai, não tem onde se segurar. Se cai para o lado da avenida, pode ser atropelado. Se cai para o outro lado, pode se machucar em uma cerca de arame ou rolar barranco abaixo.

Bicicletas são legais. Servem como diversão e exercício, além de serem um meio de transporte que não polui o ambiente. Pena que a prática do ciclismo em Mogi das Cruzes esteja restrita à falta de ciclovias ou ao risco de sermos atropelados.


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