O último fim de semana foi dos mais movimentados em Mogi das Cruzes. Encerramento da Festa do Divino Espírito Santo, com a Entrada dos Palmitos e a Procissão de Pentecostes, e a edição estadual da Virada Cultural Paulista no Município. Para quem teve a oportunidade de acompanhar a programação, teve, mais uma vez, a oportunidade de perceber que as reclamações sobre a falta de opções de entretenimento na Cidade já se tornaram tão comuns que os reclamões nem se habilitam a se informar sobre o que está acontecendo.
Para a minha surpresa, entretanto, grande parte das atrações da Virada Cultural contaram com um público bastante expressivo, especialmente na noite de sábado e madrugada de domingo. Os artistas mogianos tiveram a oportunidade de comprovar que não devem nada a ninguém quando o assunto é talento e organização. E respeito ao público, também.
Quem sabe nos próximos anos, eles tenham a oportunidade de levar seu trabalho para outros cantos que também participam da iniciativa, representando Mogi.
O público também deu seu próprio show. Os mogianos compareceram não só nos grandes shows dos artistas de fora, mas também foram mostrar seu apoio aos nossos artistas. Debaixo da garoa forte na manhã de domingo, tiveram a chance de assistir ao show comandado pelo saxofonista Barbosa, com a voz singular de Henriette Fraissat.
Ainda assim, quando falamos em grandes eventos como a Virada Cultural, pensamos muito nos artistas, no público… mas nos esquecemos de que, para tudo funcionar, há uma grande equipe trabalhando nos bastidores. Pessoas preocupadas com o bom andamento dos eventos, com o bem estar do público. Gente que começou a trabalhar no começo do ano para que, quase seis meses depois, ficar acordado por mais de 30 horas para ter a certeza de que tudo estava dando certo. São pessoas que certamente merecem o nosso agradecimento, também. Mesmo que não tenham a chance de aparecer, eles estão lá.
E mesmo apesar da tensão, do cansaço e das preocupações, foi interessante perceber o olhar emocionado dos organizadores minutos depois que o cantor Almir Sater desceu do palco, após o encerramento da Virada Cultural. Era um misto de sensação de missão cumprida com aquele vazio que fica depois que a festa termina.
Termina em partes.
Em julho, entre os dias 10 e 30, teremos um Festival de Inverno que irá percorrer alguns distritos da Cidade. Isso sem contar a programação que se segue ao longo do ano.
O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli, por sua vez, já avisou que no próximo ano teremos uma Virada Cultural ainda maior.
A expectativa é boa. Mas agora que o evento passou, é o momento de nos concentrarmos em avaliar seus resultados, levando em conta os pontos positivos e negativos, erros e acertos. Tirar disso tudo uma lição para que a quarta edição do evento, em 2011, seja aperfeiçoado. Porque, no final das contas, é isso: estamos aqui para aprender, melhorar e valorizar a cultura em Mogi das Cruzes.
E, por que não, comemorar que tudo deu certo. Certamente com a bênção do Divino Espírito Santo.
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